S. Tiago de
Mesquinhata
É uma linda freguesia
distante 6 quilómetros da sede do concelho. A igreja, pequenina, fica
alcandorada ao alto duma encosta voltada a poente; é modesta, pobre de arte;
possui uma relíquia do Santo Lenho devidamente autenticada; a imagem mais
perfeita é a do padroeiro São Tiago vestido de peregrino. Tem a freguesia 4
capelas todas particulares: a da casa da Cocheca; a da casa de Santo António
de Nogueira; a da casa do Pedregal e a da casa de Aldeia da invocação de
Nossa Senhora do Rosário.
Esta capela é toda de pedra, de granito da região, desde a parte do
pavimento até à abobada, incluindo a tribuna do altar em estilo da
renascença. Um desmantelado portão da casa tem a data de 1771, mas a capela
deve ser de construção anterior. Por privilégio ou velho costume, a ela vão
as procissões que saem da igreja paroquial. Foi e é ainda hoje da família
Sousa e Vasconcelos. A esta família pertenceu também a Casa do Pedregal,
onde morreu em 8 de Maio de 1857 o filólogo Frei Domingos Vieira próximo
parente dos Sousas e Vasconcelos. A casa foi vendida e é hoje de um
negociante vizinho.
Encontram-se em Mesquinhata uns velhos e curiosos pombais, que é pena não
estarem já animados pela sua alada população. São edifícios circulares
feitos de pedra, caiados exteriormente, uma porta pequena é a única
abertura, o telhado, de antiga telha nacional, cerca-os dum beiral gracioso.
Uma
antiga via Romana cortava esta freguesia, proveniente do castro Soalhão,
como ficou provado quando em meados do século XX apareceu no lugar da
Carreirinha, um miliário do século III a.C., hoje depositado no Museu
Municipal de Baião. Mas o seu povoamento é bem mais remoto, já que, na
sucessão de pequenos altiplanos que coroam a parte alta da freguesia, se
podem observar diversas mamoas, entre elas a de Monte Maninho.
Casa da Cocheca
Está
situada na parte baixa da freguesia de Mesquinhata, quase na extremidade sul
e poente do concelho de Baião, a dois passos das antigas localidades de Benviver e de Soalhães , ambos incorporados no concelho do Marco de
Canaveses. O edifício actual é uma reconstrução dos princípios do século
XVIII. A
frente principal que olha para nascente, é adornada com frontão enorme a
emoldurar a pedra de armas, tudo em pronunciada desproporção com o tamanho
da fachada.
Incorrectíssima a maneira como está dividido o escudo e nela abertos os
diferentes emblemas, torna-se impossível ler neste brasão, qualquer apelido.
E contudo, no seu conjunto, é bonito e ornamental.